Em quinto lugar no ranking mundial, o Brasil possui mais de 81 milhões de brasileiros ligados a internet e uma das principais atividades desses internautas é comprar!
O E-commerce ou comércio eletrônico cresce de forma impressionante a cada ano e virou febre entre os consumidores brasileiros.
Segundo a e-bit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico, esse setor teve um faturamento de 18,7 bilhões de reais em 2011, o que representa um crescimento de 26% em relação ao ano de 2010, quando o setor faturou 14,7 bilhões de reais.
O primeiro deles foi em 2004, quando o consumidor brasileiro estava mais confiante em comprar pela internet, esse consumidor passou a procurar e fazer comparações de lojas e produtos através do Google e Buscapé, que são os sites conhecidos como buscadores e comparadores de preço, assim as compras efetuadas em pequenas e médias lojas cresceram.
O segundo ponto foi em 2008, com o subsídio que o governo deu para a fabricação de computadores e notebooks no Brasil, somado com o dólar estável. Com o preço acessível, qualquer pessoa conseguia comprar o seu notebook ou seu desktop, isso propiciou que as classes de baixa renda, com remuneração familiar abaixo de três mil reais começassem a acessar a internet.
A partir do segundo semestre de 2008, esse público, começou a comprar pela internet com mais força, ocorreu então, a entrada da classe C no comércio eletrônico brasileiro.
 |
| Maurício Salvador, coordenador da Ecommerce School |
O último ponto chave foi em 2009, com o surgimento e fortalecimento das redes sociais no mundo todo, as redes sociais já existiam há alguns anos, mas elas começaram a ganhar força a partir de 2009, e o compartilhamento de informações, de experiências de compra e de uso de produtos, fez com que mais pessoas tomassem a iniciativa de comprarem pela internet baseando-se em opiniões de outros usuários.
Apesar de serem muito utilizadas e contribuírem com o marketing da empresa, as mídias sociais, se utilizadas de forma incorreta, podem não trazer o resultado esperado.
De acordo com a especialista em e-commerce, Solange Oliveira, as mídias sociais têm sido utilizadas de forma equivocada no e-commerce brasileiro.
"Quem possui uma loja virtual, ainda não percebeu o poder que a mídia social tem, ela permite que a empresa conheça o cliente de uma forma natural de comunicação, porque as redes sociais são principalmente relacionamento. Portanto, é fundamental ter conhecimento de quem são os seus clientes e oferecer a eles a informação desejada.
Ações promocionais, principalmente em datas comemorativas, descontos, são outros fatores que auxiliam a loja virtual a atrair o usuário de mídia social", diz a especialista.
Com tantas vantagens e com o desenvolvimento acelerado, as perspectivas de crescimento e faturamento do e-commerce são muito positivas, mas deve-se tomar cuidado com as fraudes.
Segundo Maurício Salvador, a previsão de faturamento para o ano de 2012, é de R$ 24 bilhões, considerando apenas a venda de bens de consumo duráveis, excluindo-se passagens aéreas, automóveis e os sites de leilões.
Porém, é importante tomar cuidado com as fraudes, muitas lojas enfrentam problemas devido a fraudes, por exemplo, com cartões clonados e acabam fechando as portas. Esse é um problema bastante sério, que acontece com frequência no Brasil, uma dica para a loja se precaver é utilizar boas plataformas de pagamento.
O crescimento do e-commerce traz vantagens também para o e-consumidor, o mercado virtual é mais agressivo em relação a concorrência e preço, isso faz com que o consumidor usufrua de algumas vantagens, como preços mais baratos na loja virtual, além da praticidade e conforto de obter os produtos que deseja, sem precisar sair de casa.