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sexta-feira, 4 de maio de 2012

São Paulo atrai grande número de imigrantes bolivianos

Nos jornais brasileiros, não são raras as notícias sobre oficinas de costura que empregam bolivianos em forma de trabalho escravo. Verdade ou exagero, a colônia boliviana cresce na maior metrópole latino-americana.



Em alguns trabalhos acadêmicos sobre o assunto, chega-se a falar de "senzalas bolivianas", numa referência a oficinas de costura, onde os imigrantes daquele país ganham por hora e por isso se autoescravizam em jornadas absurdas de trabalho e condições desumanas de moradia. Além do medo de serem descobertos, quando vivem ilegalmente no Brasil.
"Como em todo lugar do mundo, os que não têm documento são explorados. Isso acontece em qualquer lugar e aqui é a mesma coisa. Nem sempre no ramo da costura, mas também em outros setores, como nas oficinas mecânicas, por exemplo. Uma empresa formal não vai se arriscar a contratar um clandestino, o que faz com que, quando eles conseguem trabalho, aceitam salários muito mais baixos do que o normal", diz Pedro Gutierre, há 39 anos no Brasil.
Os boliviano São Paulo se reúnem aos domingos para jogar futebol, degustar comidas originárias de seu país, cantar, dançar e encontrar amigos. Há de tudo no local, desde oferta de roupas a cabeleireiros ou parquinho infantil. Segundo Sotto, "continua chegando uma média de três a cinco ônibus cheios de bolivianos por dia a São Paulo. A colônia atualmente é a que mais cresce na cidade", diz ele em frente à sua barraca de salteñas na Praça Kantuta.
Ausência de guetos
Segundos dados fornecidos pelo consulado Bolivano em São Paulo, 100 mil bolivianos vivendo na cidade, em sua maioria jovens, de baixa escolaridade, empregados na indústria do vestuário. Há fontes que chegam a mencionar um total de 200 mil.
Especialidades bolivianas em São Paulo
Se no início os bolivianos estiveram pouco presentes no espaço público, isso se deu em função do esquema de moradia a eles oferecido, via de regra com hospedagem nas próprias oficinas de costura, onde trabalham e moram ao mesmo tempo. Como costumam ganhar por hora, a tendência é de jornadas exorbitantes de trabalho, em busca de salários melhores.
Embora concentrados em alguns bairros da cidade, os bolivianos não formam enclaves étnicos ou guetos como em metrópoles europeias. E raramente ficam desempregados, contrastando desta forma mais uma vez com as minorias imigrantes de grandes cidades como Londres ou Paris.
Perfil mudou ao longo dos anos
Os primeiros bolivianos a migrarem para o Brasil eram via de regra estudantes, que se deslocaram para São Paulo ainda nos anos 1950, dentro de programas de intercâmbio acadêmico entre o Brasil e a Bolívia. A partir da década de 1970, o perfil desse migrante mudou.
"Para trabalhar nesse setor de costura, as pessoas que chegam hoje a São Paulo vêm do departamento de La Paz, da região andina, urbana. E principalmente da cidade-subúrbio El Alto. Ou seja, temos que pensar essa migração em termos urbanos e não de um migrante que vem do meio rural, campesino, e é facilmente explorado pelos agentes da cidade"
A  pesquisadora e Enfermeira Roseane Melo estuda a migração boliviana para o Brasil, num projeto de parceria entre uma instituição francesa de pesquisa e o Núcleo de Estudos da População (NEP) da Universidade de Campinas (Unicamp).
Segundo Roseane,  muitos desses imigrantes bolivianos permanecem apenas por pouco tempo no Brasil, tendo sempre em vista um retorno ao país de origem. "Eles costumam ficar um ou dois anos e acabam voltando para El Alto, onde a família ficou.
As relações sociais, quando eles estão no Brasil, não são a prioridade deles. A meta é trabalhar, juntar dinheiro durante uma temporada, montar um projeto – comprar um casa, financiar os estudos – e voltar. Tem muito movimento, muitos vão e voltam"

Para o Brasil, essa migração recente é um fato praticamente inusitado. Embora país de imigrantes, as últimas levas de imigração em massa já estão há muito enterradas no imaginário brasileiro. Essa tendência recente reflete, segundo Souchaud, a nova posição geopolítica assumida pelo Brasil na América Latina.
O papel do Brasil na região está crescendo cada vez mais. O Brasil não era um país de imigração muito importante para os vizinhos, ao contrário da Argentina, que assumia no passado esse papel de polo migratório regional. Agora o Brasil está assumindo essa função. Isso engloba vários aspectos: a posição do país na região, a forma como ele se autodefine, as relações que tem com os vizinhos e um conhecimento melhor destes vizinhos.
Desconhecimento da região
Conhecer bem os vizinhos não costuma ser algo normal num país das dimensões do Brasil, onde não raro se diz "na América Latina" quando se quer falar dos países de língua espanhola, como se o próprio Brasil não estivesse incluído dentro desta denominação geográfica.
"A dificuldade para propor esse tema da migração regional no Brasil, como professor, foi grande. Não são muitos os alunos que querem estudar os países vizinhos. O interesse continua sendo o imigrante europeu. Não há uma curiosidade muito forte em relação aos países vizinhos. Isso está mudando muito lentamente.
Mas se os brasileiros conhecem pouco a Bolívia, a recíproca também é verdadeira.O surgimento da população boliviana em São Paulo,  questiona um pouco a identidade brasileira. Os brasileiros, principalmente do Sudeste, se definem através de uma migração europeia. Essa migração andina indígena muda um pouco o perfil migratório do Brasil. E consequentemente pode mudar a identidade do país a longo prazo
Com a ajuda do Estado brasileiro, contudo, os bolivianos, via de regra, não contam. "A única ajuda que veio foi a de dar anistia aos ilegais", conta Pedro Gutierre, ao lembrar que "se o Estado for ajudar os clandestinos no Brasil, teria que ajudar coreanos, angolanos, bolivianos, equatorianos. E o governo não tem dinheiro nem para ajudar brasileiros", diz resignado o boliviano que vive há quase 40 anos em São Paulo.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Confederação Brasileira de MMA é lançada em São Paulo


Com a presença do Ministro do esporte Aldo Rebelo, inicia-se a CBMMA. Presidida por Elísio Macambira o evento marca o início de uma nova era das lutas marciais
Abertura da CBMMA 



O Mixed Martial Arts (MMA) está cada vez mais presente na vida dos brasileiros, atualmente já é um esporte muito respeitado no país e agora se torna oficialmente regulamentado através da Confederação Brasileira de MMA, presidida por Elísio Macambira, professor e ex-atleta o evento conta com a presença do Ministro dos esportes, Aldo Rebelo, que anuncia algumas novidades, dentre elas a legalização dos torneios no Brasil, e a qualificação de árbitros e dirigentes para viabilizar novos torneios.

Segundo o presidente da CBMMA, Elísio Macambira a confederação foi criada com o objetivo de regulamentar e fazer com que os atletas tenham referências com raqueamento, e com as lutas que fazem dentro de um programa bem definido da confederação, ele ainda afirma esse é um momento único para o MMA, pois estão pleiteando uma vaga nos esportes olímpicos.

O Ministro dos esportes, Aldo rebelo selou a criação da Confederação com muitos elogios a Elísio Macambira, pela luta e empenho nesta jornada:

“Eu celebro a criação dessa Confederação, sei que está em mãos de alguém que conhece o significado do esporte e o valoriza para a sociedade e juventude. Sabe integrá-lo em todas as possibilidades que o esporte pode oferecer. Parabéns Macambira. Parabéns a todos os integrantes”.

Elísio Macambira durante premiação 


Segundo Elísio Macambira essa é uma vitória do Brasil, uma vitória do esporte. Essa já é uma realidade olímpica deste planejamento, e ainda afirma que o critério de luta é um critério rígido seguindo normas de um esporte olímpico, que todos os atletas são submetidos a exames de HIV e Hepatite individualmente e o mais importante: é feito um planejamento para os atletas, desde o amador até o profissional.

Ele ainda completa que a Confederação tem um papel de igualdade, o MMA é um esporte muito democrático, portanto pode ser praticado por diversas pessoas desde criança, mas respeitando cada faixa etária, pois exige muita condição física, pois cada treinamento é exaustivo e requer muitas horas de sacrifício, fazendo com que sua condição seja a de um gladiador.

Quando perguntado da influencia a violência Elísio afirma que todo esporte é violento, que na luta dois atletas são tecnicamente preparados, e que possuem uma condição física excepcional para estar lá se gladiando, ele acredita que com a avaliação médica precisa o risco é quase zero.

O presidente da CBMMA acredita que cidade merece um evento desse porte, a volta da modalidade para o Estado de São Paulo trará muitos benefícios, pois irá gerar emprego, renda para a cidade e visibilidade principalmente no turismo.



Lançamento MMA by noticidade.blog

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